The Weeknd – Beauty Behind the Madness (2015)

the weeknd beauty behind the madness

Disco mantém a proposta inovadora do R&B e procura unir todas as tribos, como o Norvana

por brunochair

Abel Tesfaye (mais conhecido pelo nome artístico The Weeknd) possui intenções grandiloquentes para a sua carreira artística. Ele quer ser um pop star, um protagonista do gênero. Alguém do nível de Madonna e Michael Jackson. Há muitos artistas, na atualidade, que disputam esse protagonismo: Kendrick Lamar, Kanye West, Beyoncé, Jay-Z, Lana Del Rey, estão lá pelas cabeças, mas falta-lhes algo. Como bem ressaltou Dinho Ouro Preto em um tweet que virou meme, “falta uma banda que una todas as tribos, como o Norvana” (sic).  E o que falta para unir todas as tribos?

The Weeknd parece ter uma estratégia para conseguir tornar-se um grande pop star, nos tempos atuais. Ele trabalha bem tanto as mídias tradicionais quanto a mídia moderna. Em Beauty Behind the Madness, que é seu segundo trabalho de estúdio (mas o quinto na carreira, contando os demais trabalhos lançados de forma independente) The Weeknd lança catorze faixas, em uma hora e cinco minutos de duração. Um tamanho que agrada a um ouvinte de CD player, tanto pelo número de músicas, quanto pela duração do álbum.

Dessas catorze faixas, quantas poderão virar hit radiofônico? Sem exagero, todas as canções do disco têm potencial para tanto. E os clipes, são bons? Sim, The Weeknd trabalha bem a estética visual dos clipes. Ele dança, ele canta, as mulheres pagam um pau pra ele. O visual dele é moderno, desde roupas ao cabelo. Ele tem um ótimo repertório vocal, um falsete que lembra muito o do Michael Jackson. Segue uma das músicas do disco, talvez a que tenha mais similaridade com o rei do pop:

Outra questão que propulsiona a carreira de um artista é quando este participa de alguma trilha sonora de filme ou série de sucesso (no Brasil, as novelas). The Weeknd conseguiu emplacar uma canção na trilha de Fifty Shades of Grey, aquele livro de sucesso que virou filme. A música escolhida pelo cantor para figurar no filme, é “Earned It”, canção esta que está em Beauty Behind the Madness, também.

E as participações especiais? Um artista pop que está em grande evidência convida (via de regra) artistas que estão no mesmo patamar. Neste novo disco, The Weeknd convidou o Ed Sheeran para a música “Dark Times”, Lana Del Rey para “Prisoner”, e Labirinth para “Losers”. Nenhuma delas é um single tão powerfull quanto foi “Time Of Our Lives” de Ne-Yo e Pitbull, mas fato é que The Weeknd convida e dialoga artistas contemporâneos, detentores de sucesso pop como ele.

Enfim, aí estão algumas associações que se pode fazer, sobre as “estratégias de sucesso” que The Weeknd tem traçado para a sua carreira artística. Beauty Behind the Madness porta o mesmo caráter de vanguarda na R&B que os trabalhos anteriores possuem, com esse diferencial da fórmula comercial. Suas canções nunca estiveram tão próximas de hits radiofônicos, o que aproxima bilhões de ouvintes mundo afora do seu material.

Isso não significa que seu material tenha perdido a qualidade, e sim que sua carreira toma este rumo mais grandiloquente. Ele quer ser ouvido por muitos, e ele quer unir todas as tribos – igual o Norvana. Será que conseguirá? Aguardemos a repercussão do disco. Se a repercussão em redes sociais e aplicativos de música é quase instantânea (positiva, por sinal) nos formatos mais “tradicionais” como rádio e televisão, o processo de repercussão é mais lento. A sorte está lançada, The Weeknd.

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Comentários

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    (26 de setembro de 2015 - 04:41)

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    […] Kotecha (que já trabalhou com Maroon 5, One Direction, Britney Spears, Jessie J, Ellie Goulding e The Weeknd, entre outros) e as americanas Julia Michaels (que já escreveu “Fire Starter” para Lovato e […]

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    (3 de novembro de 2015 - 00:56)

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    (25 de novembro de 2015 - 01:31)

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