Madonna – Rebel Heart (2015)

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Obs. Essa resenha é uma reinterpretação do texto escrito após o vazamento das demos de Madonna, mas com os acréscimos necessários para abarcar a impressão sobre seu novo disco oficial.

Segue tendências de produtores famosos. Rebeldia? Onde?

Por Lucas Scaliza

Seja lá qual for a opinião ou a avaliação final do novo disco da Madonna, ela não precisa provar mais nada – e nem tem se esforçado para isso. Seu legado para a música pop e para a cultura pop já está bem sedimentado, bem registrado e continuará a servir de parâmetro por muito tempo. Os breves anos de fama repentina de Lady Gaga, por exemplo, foram bastante ocupados com o tipo de discussão sobre “A nova Madonna” e coisas assim. A mulher é um ícone desde que surgiu colocando mais verve no pop dos anos 80.

Para começar, antes de Rebel Heart, caiu na internet um disco que se chamou Unapologetic Bitch (título não oficial) que continha várias músicas novas na cantora três meses antes do lançamento previsto. Ou seja, foi um baita spoiler que pegou toda a sua produção de surpresa. A artista soltou uma nota dizendo que se tratavam de versões não finalizadas de suas músicas e não era o setlist que ela planejara para o álbum final. O hacker que vazou o disco foi preso.

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Agora, com o Rebel Heart em mãos, vamos que o disco vazado tem mesmo bastante diferenças. O problema, no entanto, é que o disco não oficial parecia promissor, uma Madonna que fazia seu papel de menininha em algumas faixas e seguia tendências em outras, mas que recuperava o poder de sua voz em grande parte do disco. Seria incrível se Madonna desse esse passo na direção inesperada e lançasse um disco com bastante violões misturados a batidas eletrônicas, dando mais ênfase à beleza de sua voz do que aos efeitos sonoros.

Mas Madonna não fez isso. Ela simplesmente não surpreende. Tomou o caminho das paradas mais imediatas e medianas (e medíocres), tornando Rebel Heart uma coleção de músicas acessíveis e que seguem todas as tendências atuais: lá estão as batidas vivazes e o teclado reconhecível de longe do produtor sueco Avicii, o dubstep, os vocais de menininha para agradar adolescentes, algumas letras estúpidas (outras são boas) e gente como Diplo, Ryan Tedder e Natalia Kills tornando o disco diverso e, ao mesmo tempo, uma obra que soa como qualquer outro lançamento pop e mainstream dos últimos anos.

Embora eu entenda perfeitamente a pressão de produtores, da gravadora, do mercado e até dos fãs por músicas novas de Madonna que sejam boas para festas, já faz um tempo que é complicado ver a Rainha do Pop tendo que agir feito a garotinha que ele não é mais – Madonna tem 54 anos. E ela tem consciência disso. A última entrevista que li com ela na Rolling Stone, na época da Stick & Sweet Tour, ela dizia que se sentia uma retardada toda vez que tinha que cantar alguns de seus hits feitos para a massa, mas vazio de qualquer outra coisa que não fosse diversão. Recentemente, ela fez um cara beber um shot de tequila a cada pergunta idiota que fizesse, que só prova esse misto de autoconsciência sobre sua idade e sua capacidade (do tipo “não me julgue menos do sou”) mas ao mesmo tempo hipócrita, tendo que se servir de pessoas que precisam fazê-la parecer menos do que é (ou do que poderia ser) para vender sua música, sua imagem e sua celebridade.

A canção “Unapologetic Bitch” ganhou mais som e uma batida mais forte, além de uma guitarra reggae mais acentuada. Na adaptação para o português, o nome é algo como “vaca assumida”, e sua letra poderia assumir o lado da mulherada em tempo de feminismos à flor da pele que validam comportamentos femininos contra o machismo histórico. Mas não. A faixa é uma historinha boba sobre uma garota que dormia com um cara que lhe deu um pé na bunda. Aí ela seguiu em frente e resolveu ignorá-lo. Assim ela se tornou uma “vaca assumida”. E é só. E Madonna canta com aquela uma voz mais agudinha, como se fosse adolescente, o que torna tudo mais retardado.

“Bitch I’m Madonna”, junto de Nicki Minaj, é mais uma autorreferência da rainha com voz jovenzinha para falar de festas, festas, diversão, diversão, enlouquecer hoje a noite, tal e tudo. Dubstep com produção do experiente produtor Diplo.

Se você espera algo mais da americana, suas opções em Rebel Heart são limitadas. Procure pelas faixas em que Madonna canta com sua voz madura – que é linda e cristalina –, como “Rebel Heart” e a balada “Heartbreak City”, uma música de desilusão que destaca o piano por algum tempo. Ambas ficaram bem mais eletrônicas do que as versões previamente vazadas e acabaram perdendo aquela pegada mais orgânica que fazia do álbum não oficial tão diferente dos últimos anos da Madonna. Ainda assim, passam. Um adendo: no fim da primeira versão de “Heartbreak City”, o último verso é: “And it still feels shitty” (e ainda parece uma merda). Na versão oficial, foi substituído pelo comportado “And it still not pretty” (e ainda não está bonito). Do alto de suas três décadas de carreira, 13 discos de estúdio e 54 anos de idade, será mesmo que ela não poderia rasgar o verbo abertamente?

Com Diplo na produção, “Living for love” é a animada faixa que abre o disco e se sai muito bem como música para pista, passagens dubstep e ótimo refrão. O problema: é mais uma dessas faixas que vão misturando diversos instrumentos e elementos eletrônicos, como tantas que já são lançadas desde o fim da década de 1990. A faixa é boa, para este estilo, mas a Madonna se perde ali no meio. Quem se dá bem é o Diplo. “Devil pray” é uma faixa bem mais interessante, mas tudo acaba ganhando contornos mais cheios da produção de Avicii que afogam a beleza da composição.

“Addicted”, uma das melhores faixas no disco vazado, mais uma que mantinha a voz de Madonna cristalina e uma ótima pegada do grupo sueco Abba no refrão, foi tirada do álbum oficial e colocada como música bônus.

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No meio de tantas decisões mais comerciais do que criativas, “Joan of Arc” é uma balada que mantém sua beleza e, se não fosse pela bateria eletrônica colocada ali só para ter mais cara de pista, poderia ter continuado a se ater apenas à voz, ao violão e à leve bateria da gravação demo.

Para uma mulher que já foi criadora de tendências e que já vi colocar até uma música mais sombria de inspiração indiana em um de seus discos, Madonna não parece seguir seu coração, apenas tendências criadas pelo mercado e por produtores contratados. Nada soa original, nenhum maneirismo soa diferente do que já estamos ouvindo nos últimos cinco anos. E se já não segue o seu coração, a quem ela quer enganar quando diz que este coração pode ser rebelde?

Rebel Heart é mais um daqueles casos de disco que não é ruim se você procura algo bem pop, bem modinha e que corre o risco de envelhecer rápido. Mas talvez seja inocência de boa parte do público esperar que Madonna volte a ser relevante artisticamente e não só um nome famoso. Ela faz muito bem o que se propõe e tem dinheiro para pagar gente da moda como Diplo, Avicii, Kanye West e até usar o Mike Tyson em suas produções. Uma pena que tudo isso não esteja mexendo com as estruturas e limites do pop atual, apenas seguindo a correnteza.

Vamos tirar a iconografia e a história de cena por um tempo. Madonna é, antes de tudo, uma voz bonita. É/foi também uma mulher bonita. E usou isso para causar e mudar os rumos do pop na mesma época em que Michael Jackson, negro e dançante, também mexia com o status quo do pop mundial. Por algum tempo, a forma musical mudou com Madonna propondo nova linguagem e nova abordagem. Essa “revolução” não está mais presente. O disco de demos vazado parecia promissor. Agora já podemos reafirmar o que já sabíamos: maquiar demais uma coisa bonita pode esconder os traços mais preciosos que essa coisa tem.

A música “Wash all over me” é o momento dubstep de honestidade de Madonna com o mundo. “Em um mundo que está mudando/ Sou uma estranha numa terra estranha/ Há uma contradição e estou presa a ela/”, canta logo na primeira estrofe da música. No refrão, ela ataca de novo: “Quem sou eu para decidir o que deveria ser feito?”

O mundo mudou. Madonna ainda faz parte dele, mas agora ela tem que se adaptar, não é mais o resto dos artistas que vão exatamente atrás dela. Kanye West, Beyoncé, Lorde, a própria Katy Perry se tornaram referências para boa parte do público e preocupações maiores do mercado fonográfico. Mas aí está a Madonna se rendendo mais uma vez. Rebelde só no título do disco.

Lucas Scaliza Autor

Jornalista e ariano, joga truco e tarô. Nunca teve amnésia alcoólica. Tem vários discos mas não tem vitrola. É host do Escuta Essa Podcast e ouve tanta música tão alto que é capaz de ficar surdo um dia.

Comentários

    Cyrano

    (3 de fevereiro de 2015 - 18:50)

    Desculpe, mas não concordo. você praticamente está reclamando de Madonna fazer musica popular. sim ela faz e não. Este álbum não é igual aos outros é sem precedentes, nada parecido como o que está em voga. Sem onomatopeias exageradas, sem versos chicletes. Letras profundas. A sonoridade tem elementos atuais sim, mas meu bem isso é um negócio precisa ser vendido e está sendo muito bem vendido por sinal.

      Lucas Scaliza

      (3 de fevereiro de 2015 - 19:07)

      Olá, Cyrano.
      Entendo seu ponto e sei que tem que vender, afinal, é para isso que foi feito da maneira como foi feito. Quanto às letras profundas, posso concordar em uma faixa ou outra apenas (não citei, mas “Illumnati” é uma das que possui letra boa), mas não com a maioria. Mas veja que eu digo que o disco não é bom sim, se você medi-lo pela tendência atual. E está tudo bem para mim medi-lo assim. Mas o que eu reclamo é que a Madonna poderia ter sido mais inovadora de uma maneira geral. As misturas que ela propõe já são os mesmos esquemas que Diplo, Avicii e outros produtores já estão fazendo com outros artistas há algum tempo. Esse é o ponto que ataco: a falta de uma originalidade real.
      Não tem problema o disco ser popular. O Mark Ronson fez um super FM este ano e eu gostei bastante (tem crítica dele aqui http://goo.gl/ax7pKh). Sim, de fato ela melhorou em alguns aspectos como você cita, mas não é o suficiente para nos lembrarmos dela como aquela mulher lideraria e não apenas seguiria a maioria. (Eu, pessoalmente, gosto muito do Ray of Light, por exemplo, que foi bem inovador na época).

    sabrinahellen

    (6 de fevereiro de 2015 - 16:37)

    Oii! ADOREI SEU POST ❤
    Você poderia se inscrever no meu canal? *U*
    O link é: https://www.youtube.com/channel/UCyjqJshiQnqyFZ61fhAreMQ
    Desde já, muito obrigada 🙂

    arturdhsg

    (1 de março de 2015 - 17:53)

    Só falou merda, e muito estranho o jeito em que você critica a Madonna, você dis que ela não precisa mais provar nada mais ao mesmo tempo ataca o fato de ela não ter trazido uma “Revolução Musical” no novo disco, sim Madonna ela ja ate fez isso, mas não e como se hoje em dia aos plenos 56 Anos ela fosse obrigada a fazer isso a cada novo álbum só por que ela já fez isso alguma vez, se você sente a necessidade de cobrar algum artista sobre isso cobre os artistas mais novos, afinal,” o futuro pertence aos mais novos e não aos mais velhos” certo? Diferente da SUA CRITICA PSEUDO-PROFISSIONAL RIDICULA, o álbum vem recebem ótimas notas e críticas de sites e jornais americanos especialistas de verdade.
    Rebel Heart Veio Para RE-AFIRMAR a sua Imagem rebelde perdida da madonna(hard candy,MDNA)

    O Álbum não e revolucionário. (COMO SE ALGUM ALBUM DESSA DÉCADA ESTIVESSE SENDO -_-)

    mas ele usa e Abusa de Elementos sonoros incomuns e modernos em muitas de suas musicas(holy water, body shop, etc) ele esta em uma mistura de algo moderno e experimental com um toque de novidade(não no mundo da música mas na carreira da Madonna como o reege por exemplo)

    E um álbum liricamente e sonoramente vasto bem construído que trás a tona o otimismo o medo sobre o mundo e as decepções amorosas de forma otimista e bem humorada e outras vezes devastadora e seria.
    Tambem tras O desejo de paz o aceitamento e a diversão boba sem culpa de líricos fracos porem uma sonoridade interessante.

    E um álbum feito para as pistas de dança(O VERDADEIRO LUGAR DELA)

    Beyoncé, Lorde e KATY PERRY !?! REFERENCIAS FONOGRÁFICAS!?!? referências do que!?!?

    Uma só sabe falar sobre a sua bunda
    A outra e uma emo modinha
    E a ultima parece uma versão americana da xuxa
    Falando serio , não compare uma lenda com estas artistas modinhas que SEMPRE foram marionetes totais da indústria musical e que nunca fizeram NADA para mudar a cara da música atual e nem tentam! Só quem se salva dessa lista e o Kanye West e o Álbum auto intitulado da Beyoncé. Cujo a ousadia de marketing eu aprecio e o experimento musical também.

    Sua critica foi barata e de merda, você só fez cobrar uma senhora por revoluções musicais(como se ela fosse obrigada)e esqueceu que isso já não e uma obrigação dela a muito tempo. O album e ótimo e ponto final. Vai cobrar revolução da sua Mãe, Madonna não precisa ser mais cobrada por esse tipo de coisa já acho ótimo o fato dela estar lançando esse ótimo álbum aos 56 anos(algum outro artista faz isso?) você não pode ficar desvalorizando um trabalho por que ele não revoluciona como se revolucionar fosse algo fácil e simples pra Madonna (ou pra qualquer outro artista) ‘-‘

      Lucas Scaliza

      (1 de março de 2015 - 17:57)

      A educação mandou abraços. 🙂

        arturdhsg

        (2 de março de 2015 - 16:59)

        Não da pra ser educado com redatores retardados como você.

        arturdhsg

        (4 de março de 2015 - 10:52)

        Claro que não são.
        O cúmulo foi você ter cobrado Madonna injustamente, e ter chamado Beyoncé, KATY PERRY(HAHA!) de referências .
        Sim podem ate ser referências, mais não de qualidade e inovação.

        Elas são apenas marionetes do marketing da indústria musical , não e como se algo que elas tivessem feito fosse farinha de saco de melhor qualidade em comparação aos últimos álbuns da Madonna. Os álbuns deles são tao superficiais ou ATE MAIS superficiais que os da Madonna. Ou vai dizer que PRISM e um trabalho superior?(risos) Que “Beyonce”(tirando marketing de divulgaçao do album) tem mais conteudo e inovação??

        Se você cobra a Madonna por inovações e revoluções por que também não cobra os outros artistas?

          Lucas Scaliza

          (4 de março de 2015 - 13:37)

          Algumas coisas precisam ser esclarecidas. É o seguinte: 1) Cobro mais da Madonna no texto porque ela, durante pelo menos 20 anos de sua carreira, foi uma artista que tentava alargar os horizontes da música pop e dance. Antigamente, ela sempre prezava por incluir ideias novas em suas músicas. Ela sempre teve o dom para isso. Lembro-me de uma entrevista com um produtor famoso há uns 10 anos em que dizia que todos ficavam de olho nos discos da Madonna porque sempre havia uma batida inédita, algum efeito nunca usado antes, alguma “transgressão” nesse sentido. E sem deixar de ser pop e para pistas. Infelizmente, isso se perdeu. Ela inclui as tendências contemporâneas mas não cria mais nenhuma. Sou fã do disco Ray of Light, de 1998, por exemplo.
          2) Quando cito Katy Perry e Beyoncé, cito estritamente no contexto do mercado: são artistas que o mercado valoriza porque vendem, porque fazem e acontecem, porque elas têm muito apelo com o público jovem e consumidor de música. (Veja que a Madonna abriu o caminho que elas trilham). Mas eu não cobro “inovação” da Perry e da Beyoncé porque elas nunca se colocaram como criadoras de tendências. E você está certíssimo quando diz que a música delas é mais superficial (no geral) do que a que a Madonna faz atualmente. Então entramos numa sinuca de bico: a Madonna não tem que provar mais nada, mas seria legal ver ela dando um passo além e saindo da zona de conforto. Já Katy Perry e Beyoncé só se espera que façam bem o que se propõem, sem nada além.
          3) Sobre as inovações: neste blog, a gente valoriza bastante as inovações e quem tenta ser diferente ou fazer algo mais. É por isso que vai encontrar resenhas elogiosas ao Daft Punk (eletrônico tanto comercial quanto experimental), ao Steven Wilson (rock progressivo), a Björk, ao Damon Albarn, ao Flying Lotus, entre tantos outros que inovam esteticamente na própria carreira ou para a música do mundo em geral. Mas a gente sabe que às vezes cobrar isso é demais, e valorizamos quem faz bem o que se propõe: é o caso, por exemplo, do Mastodon (metal), cujo último álbum não era nada revolucionário, mas era tão bem feito e tão empolgante que entrou no nosso top 20 de 2014. E Mark Ronson e Ne-Yo, por exemplo, ambos da R’n’B, fizeram discos bem comerciais e para FMs, porém achamos que fizeram bem. Mas eles não têm uma história de inovação que pese a favor ou contra eles.
          4) No caso da Madonna, qualquer coisa que ela lançar agora ficará sempre em comparação com o que ela já representou, o que ainda representa e a situação do mercado pop atual. Apesar das críticas que fiz, no geral, eu reconheço que existam boas letras em Rebel Heart e que a voz dela contínua linda e magnética. O álbum em si não é ruim (só quando ela tenta ser adolescente), mas não é nada que agregue tanto assim à própria carreira dela e ao pop/dance/eletro/música do cenário atual.

        arturdhsg

        (4 de março de 2015 - 13:57)

        Agora sim você deu uma explicação legal, agora posso morrer em paz

        ( ^-^)ノ∠※。.:*:・’°☆. Eu também concordo e sei que a Madonna pode fazer algo melhor que isso mas se tratando de música pop atual acho que ela mandou bem sim. Não sei você percebeu mas acho que ela realmente quer encontrar algo novo nesse cenário, e só levar em conta a transformação que as faixas rebel Heart, wash all over me e borrowed time levaram em relação as primeiras demos vazas e possível perceber que mesmo uma grande parte dos fans terem adorado as faixas como elas ficaram ela fez questão de erradicar aquele EDM miseral e repetido do Avicci. Pra min isso já e uma prova de que ela esta tentando se reconectar com o pop mesmo que as vezes ela deixa o lado comercial falar mais alto.

          Lucas Scaliza

          (4 de março de 2015 - 14:52)

          Ufa, estamos em paz então. 🙂
          É que aqui no blog a gente não atribui nota aos discos, mas se tivesse atribuído alguma você veria que não achei o “Rebel Heart” ruim. Ele é acima da média, mas no texto preferi dar ênfase ao que ela já foi e o que sempre se pode esperar dela (porque competência para isso ela tem). Os critérios para analisar quem tem mais de 30 anos de carreira e mudou o jogo algumas vezes precisam ser diferentes, afinal.

    arturdhsg

    (2 de março de 2015 - 17:01)

    Quer dizer: Pseudo-Redator/crítico.

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