Bigelf – Into the Maelstrom (2014)

Hard rock, heavy metal e um vocalista figura.

Por brunochair

Primeiramente, devo ressaltar que não conhecia a banda até tomar conhecimento de que Mike Portnoy, ex-Dream Theater e atual Transatlantic, Winnery Dogs e tantos outros projetos iria gravar a bateria para esta banda, Bigelf. Então, em um sábado de sol, ao invés de alugar um caminhão, eu encontrei o álbum novo do Bigelf no newalbumreleases e coloquei pra baixar.

Quando ouvi pela primeira vez, não me arrependi.

A capa do álbum me fez pensar tratar-se de uma banda de heavy metal com vocal gutural, estilo que não me agrada. Mas, não. Um vocal muito mais parecido com hard rock, que nos lembra o Ozzy em certos momentos. No fim, a banda transita entre a esfera do hard rock e a do heavy metal, conseguindo extrair as boas referências de cada um desses estilos musicais.

Dá uma olhada no naipe do vocalista [o da cartola]:

Pouco figura?

Sobre as músicas: poderíamos dividir o álbum entre as músicas animadas, as músicas tristes e os remix. As animadas, uso com frequência na academia para treinar, ou correr. E como são animadas! Tem uma vibe sensacional. As quatro primeiras músicas do álbum são muito boas, daquelas que te fazem curtir de cara o som da banda. O ponto alto é “Alien Frequency”.

Aí, da sexta música [“Mr. Harry McQuhae”] para frente, temos músicas mais introspectivas. Bonitas músicas. Mostra ecletismo, criatividade do figura da cartola, o vocalista Damon Fox, que no fim das contas é quem leva a banda pra frente. A música citada e a “Theater of Dreams” são as melhores, nesse momento relax do álbum.

Pelo que eu li sobre a banda, a primeira fase é o que preponderou nos álbuns anteriores. Resta saber o que virá pela frente, já que a banda esteve prestes a terminar e, se não fosse Mike Portnoy convencer Damon Fox a gravar, talvez não estivéssemos ouvindo o álbum, consequentemente esta resenha e estes caracteres também não existiriam.

Apenas um detalhe: quem conhece Mike Portnoy e já ouviu o álbum do Bigelf, deve ter estranhado a contida e discreta presença dele nas baterias. Segundo entrevistas, ele próprio preferiu segurar o ímpeto das baquetas para preservar a identidade da banda. Então tá, Portnoy.

brunochair Autor

Funcionário público, ex-jogador de ping pong amador, curte literatura, música, fotografia, esportes, cervejas artesanais e bons filmes. Meio brasileiro e meio uruguaio, acha que a cidade perfeita é uma mistura de São Paulo, Rio de Janeiro e Montevidéu.

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